sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
"Os Sofrimentos do Jovem Werther"
"Os homens sofreriam menos se não se concentrassem tanto na lembrança dos seus males, em vez de esforçar-se por tornar o presente suportável"
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O tempo
Tenho certeza de que sou insegura, medrosa, traumatizada e idiota.
Tenho certeza de que não é só comigo que o tempo é uma das coisas mais importantes. O tempo quando estava com 8 anos e um pouco mais:
Tenho um pouco das lembranças de um pouquinho de matemática.
A tabuada, até a de 9 foi muito fácil.
Daí a minha mãe, ela é a parte maior, meu início e transformação, o átomo, o meu significado.
Tenho saudade dos meninos, meus irmãos, tentamos ficar mais juntos.
Meu irmão mais novo é o meu parceiro.
Comecei sem noção a reparar no tempo .
É certo que tive momentos de inteira despreocupação. Muitos.
A minha vida passou a ter sentido, ao notar que uma outra história de eu menina também começava com atenção à minha mãe e ao meu pai.
Eles discutiam muito, eu acordava com a voz dele, tão cruel, e um choro baixinho.
E ela fazia de tudo:
ignorava traições,
não era submissa,
amava demais os filhos,
sentia vergonha,
cozinhava,
era bem informada,
inteligente,
professora de matemática, mas se você precisasse de uma aulinha de outra matéria...
Ela costurava, pintava e bordava, sem trocadilho e alguns.
Mas, enquanto eu também chorava baixinho, mais por ela, e devagarzinho, depois a , buscava e a tirava daquele nó. Sabia, ela não queria que eu presenciasse tais coisas. Não adiantava.
Eu ia atrás dela, não aguentava ouvi-la sofrer com uma valentia que a minha pouca idade entendia perfeitamente.
Ela tomava satisfações, e relevava para nos proteger,
Admirável até seus 83 anos e quase mais um aninho.
Porque nosso o tempo é limitado e precisamente delimitado.
Tenho a idade dela de quando eu era uma menininha.
E o meu tempo inteiro que tive para ela, não foi suficiente para sua ausência agora.
Como era mesmo?
Acho que fiz coisas horríveis.
Fofocas para mim, digo logo!
Adoro certas coisas passadas
As lembranças da juventude
coisas ditas pela minha mãe
vinhos aos sábados à noitinha inspirando madrugadas
Monólogo de Segismundo
Ai de mim! Ai pobre de mim! Que pergunto a Deus para entender.
Que crime cometi contra Vós? Pois se nasci, entendo já o crime que cometi. Aí está motivo suficiente para Vossa justiça, Vosso rigor. Pois o crime maior do homem, é ter nascido! Para maiores cuidados, só queria saber que crimes cometi contra Vós, além do crime de nascer. Não nasceram outros também?
Pois se outros nasceram, que privilégios tiveram que eu jamais gozei?
Nasce uma ave, e é embelezada por seus ricos enfeites. Não passa de flor de plumas, ramalhete alado, quando veloz cortando os salões aéreos recusa piedade ao ninho que abandona em paz. E eu, tendo mais instinto, tenho menos liberdade?
Nasce uma fera, Com uma pele respingada de belas manchas, que lembram estrelas. Logo, atrevida, feroz, a necessidade humana lhe ensina a crueldade! Monstro de seu labirinto!
E eu, tendo mais alma, tenho menos liberdade?
Nasce um peixe, aborto de ovas e lodo, enfeita um barco de escamas sobre as ondas. Ele gira, gira, por toda a parte, exibindo a imensa liberdade que lhe dá um coração frio!
E eu, tendo mais escolha, tenho menos liberdade?
Nasce um riacho, serpente prateada, que dentre flores surge de repente, de repente. Entre flores ele se esconde, e como músico celebra a piedade das flores que lhe dão um campo aberto á sua fuga!
E eu, tendo mais vida, tenho menos liberdade?
Assim, assim, chegando a esta paixão um vulcão, qual Etna, quisera arrancar do peito pedaços do coração!
Que lei, justiça ou razão, pode recusar aos homens privilégios tão suaves e sensação tão única! Que Deus deu a um cristão, a um peixe, a uma fera, a uma ave?
domingo, 12 de junho de 2011
Nem Cristo aguentaria ser professor
Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje....
O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado
sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...?
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém!
E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me esquecestes..."
O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado
sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...?
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém!
E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me esquecestes..."
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Minha vida daria um filme americano
Duas pessoas com olhares bem diferentes da vida.
Sob o foco de João, a vida, mesmo dura, é colorida, de Pedro, mais agressivo, mais falante, em preto e branco. Os dois são jovens inseguros, mas com algumas perspectivas. Eles entram para uma saleta nos fundos da casa principal , se jogam um em cada ponta do único sofá.
Eles estão na sala, nisso Pedro dá uma alta gargalhada,e para de repente,confiante, pega o pacote de biscoitos sobre a mesa e come com sem educação.
O outro está olhando o vazio,como diriam, a cabeça pendendo para o lado, distante , desanimado.Coça a nuca , estica as pernas. Pega um bloco que está sobre a mesa de centro, cheia de restos de festas passadas, levanta desanimado e pega a caneta no móvel no canto da sala. Volta e senta novamente no sofá todo amassado, em torno o resto dos móveis da casa dos pais.
Rabisca um desenho
"Pra começar você é um otário", diz repentinamente Pedro, olhando bem para a cara de João. Pronuncia isso alto e inseguro debochado, os biscoitos saindo em farofas pelos cantos da boca.
"Eu fico martelando uma história , muitas histórias, mas elas só vem quando estou dormindo.".
"Esquece, cara. Pega aquela parada que seu tio arranjou pra você, até aparecer uma coisa legal.".
"Porque eu acho que todas as histórias dariam um filme.".
João se vê no meio do nada correndo feito um louco
Sob o foco de João, a vida, mesmo dura, é colorida, de Pedro, mais agressivo, mais falante, em preto e branco. Os dois são jovens inseguros, mas com algumas perspectivas. Eles entram para uma saleta nos fundos da casa principal , se jogam um em cada ponta do único sofá.
Eles estão na sala, nisso Pedro dá uma alta gargalhada,e para de repente,confiante, pega o pacote de biscoitos sobre a mesa e come com sem educação.
O outro está olhando o vazio,como diriam, a cabeça pendendo para o lado, distante , desanimado.Coça a nuca , estica as pernas. Pega um bloco que está sobre a mesa de centro, cheia de restos de festas passadas, levanta desanimado e pega a caneta no móvel no canto da sala. Volta e senta novamente no sofá todo amassado, em torno o resto dos móveis da casa dos pais.
Rabisca um desenho
"Pra começar você é um otário", diz repentinamente Pedro, olhando bem para a cara de João. Pronuncia isso alto e inseguro debochado, os biscoitos saindo em farofas pelos cantos da boca.
"Eu fico martelando uma história , muitas histórias, mas elas só vem quando estou dormindo.".
"Esquece, cara. Pega aquela parada que seu tio arranjou pra você, até aparecer uma coisa legal.".
"Porque eu acho que todas as histórias dariam um filme.".
João se vê no meio do nada correndo feito um louco
terça-feira, 17 de maio de 2011
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